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Câmara Cascudo, no clássico Dicionário do Folclore Brasileiro, define o coco como "dança popular nordestina, cantado em coro o refrão que responde aos versos do tirador de coco ou coqueiro (...). É canto-dança das praias e do Sertão" e informa: "Alagoas (...), berço do coco, representa um perfeito equilíbrio entre a porção mameluca e a negra (...)".

Naturalmente, os demais estados nordestinos - acentuadamente Pernambuco e Paraíba - disputam a primazia de também serem berçários do coco. Uma polêmica salutar, pois leva a uma valorização crescente dessa genuína forma de manifestação cultural brasileira.

O paraibano Jackson do Pandeiro alçou o coco à categoria de hit musical, tornando-se um dos principais astros do mundo artístico brasileiro durante décadas. Selma do Coco e Zé Neguinho do Coco, ambos de Pernambuco, tornaram-se ícones da cultura popular e forneceram inspiração para novas gerações como a turma do Mangue Beat. Em Alagoas, o coco seguiu dançado anonimamente durante muitas décadas e as estrelas populares desse ritmo só vieram a ser identificadas como mais precisão no final do século XX (as mestras Hilda, Virgínia e Maria Vitória e os mestres Verdelino e Venâncio são exemplos dessa notoriedade bem-vinda, ainda que tardia), com exceção dos sucessos de Jacinto Silva.

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Para hidratar : Para cada 100 grs de coco ralado utilizar 1 xícara de água morna por aproximadamente 30 minutos. A água pode ser substituída pelo leite de coco.